Licença ambiental para General Motors (SC)

complexo industrial, além da geração estimada de outros 1.300 empregos
indiretos. Quanto à capacidade instalada da nova fábrica, ela
produzirá 120 mil motores e 80 mil cabeçotes por ano e, quando estiver
em atividade, funcionará em três turnos de trabalho.

A nova unidade da GM ocupará uma área total de 500 mil metros
quadrados e a fábrica propriamente dita uma área de 60 mil metros
quadrados. A exemplo das demais unidades da empresa no Brasil, a nova
fábrica também está totalmente em linha com a política mundial de
preservação do meio ambiente. No novo espaço, para se ter idéia, uma
área de 180 mil metros quadrados de área verde será totalmente preservada.

Para o presidente da Fatma, Carlos Kreuz, a licença ambiental é a
garantia de que o projeto da empresa é viável do ponto de vista
ambiental. “Para nós é motivo de satisfação entregar uma licença
ambiental, porque sabemos que estamos autorizando um empreendimento
sustentável, que vai utilizar nossos ativos ambientais de forma
correta”, afirma Kreuz.

O secretário regional de Joinville, Manoel Mendonça, comenta que a
instalação da fábrica vai gerar mais emprego e renda para o Norte
catarinense. “Com esta nova estrutura funcionando, muitas pessoas
estarão envolvidas em mais este empreendimento de destaque, que irá
movimentar a economia não só local, mas estadual e nacional”,
ressalta. Já o presidente da Associação Empresarial de Joinville
(Acij), Udo Döhler, ressaltou a descentralização implantada pelo
Governo do Estado e que permitiu a vinda da GM para Joinville e região
Norte. “São empresas como a GM que precisamos em nossa região, com
responsabilidade social e ambiental”, expõe o presidente.

A escolha da cidade de Joinville teve como importante fator a
competitividade e o fato de sediar um consolidado pólo metal-mecânico.
A produção originada da fábrica de Joinville se destinará inicialmente
para o Complexo Industrial Automotivo da GM em Gravataí (RS) e também
para o Complexo Industrial Automotivo de Rosario, na Argentina.

Conforme o vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto,
esta fábrica contará com um dos mais avançados processos produtivos
nas áreas de usinagem e montagem dos motores, além da fabricação de
cabeçotes. Os processos de usinagem serão feitos em máquinas flexíveis
de controle numérico, que permitem uma rápida adequação da produção às
necessidades de mudanças de mercado, tanto no que diz respeito a
volumes, quanto em alterações técnicas e evoluções dos produtos.

Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Sérgio Alves, a previsão é
de que ocorra um incremento de R$ 11 milhões na arrecadação a partir
de 2010. O secretário observa que se trata de uma atividade nova em
Santa Catarina, e a GM terá os pacotes completos dos regimes Prodec e
Pró-emprego durante um prazo de dez anos. Com o enquadramento no
Pró-emprego, a empresa será beneficiada com diferimento do ICMS na
compra de matérias-primas ativo do imobilizado, com postergação de até
90% do imposto. Em contrapartida, a GM vai contribuir com 2,5% para o
Fundo Pró-emprego.

A previsão de faturamento inicial da GM é de pelo menos R$ 300 milhões
anuais. “O Estado se beneficiará pela movimentação da cadeia de
consumo gerada pelos novos empregos, além de abrir uma porta de
entrada para um cluster de empresas do segmento que deverão vir no
rastro da GM”, acredita. Ele lembra que os portos também se
beneficiarão diretamente pelo aumento da movimentação de cargas.”

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